A resenha crítica é o gênero acadêmico em que você apresenta uma obra e a avalia com argumentos. Nesta página você aprende a estrutura em 3 partes, entende o que a NBR 6028:2021 realmente exige, lê um exemplo comentado de verdade e abre um modelo com os capítulos prontos para preencher com o seu texto — grátis, direto no navegador.
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FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1974.
2A norma que rege resumos e resenhas no Brasil é a NBR 6028:2021, da ABNT. Ela define três gêneros distintos — e confundi-los é o erro mais comum em trabalhos devolvidos para correção. Pela norma, o resumo é a “apresentação concisa dos pontos relevantes de um documento”: um texto que condensa, sem opinar. A resenha é a “análise do conteúdo de um documento, objeto, fato ou evento”: ela descreve a obra e a avalia. Já a recensão é a resenha produzida por um especialista no assunto — típica de revistas científicas, em que um pesquisador da área julga o lançamento de outro.
Ou seja: quando o professor pede que você apresente um livro, situe o autor, resuma os capítulos e diga, com argumentos, o que a obra tem de forte e de fraco, ele está pedindo uma resenha crítica. O adjetivo “crítica” não significa “falar mal”: significa julgar com critérios — apontar méritos e limitações com a mesma seriedade.
Atenção: o “resumo crítico” foi eliminado da norma em 2021
A versão anterior da norma (2003) previa a figura do “resumo crítico” como sinônimo de resenha. Na revisão de 2021, esse termo foi eliminado: hoje, todo texto que resume e avalia uma obra chama-se resenha. Se a apostila, o roteiro ou o site que você está consultando ainda fala em “resumo crítico”, ele está desatualizado em relação à NBR 6028:2021.
Outro ponto que quase ninguém explica: os limites de extensão da NBR 6028:2021 — 150 a 500 palavras para resumos de trabalhos acadêmicos e 100 a 250 palavras para resumos de artigos — valem apenas para resumos. Para a resenha, a norma não estabelece limite de extensão. Quem define o tamanho é o professor ou o veículo de publicação; na prática acadêmica, a maioria das resenhas críticas fica entre 2 e 4 páginas.
Três gêneros parecidos na aparência, com objetivos completamente diferentes.
O resumo condensa; a resenha descritiva apresenta e contextualiza sem julgar; a resenha crítica apresenta e julga. A tabela abaixo resume o que muda em cada gênero — antes de entregar, confira em qual deles o seu texto realmente se encaixa, porque entregar um resumo quando o professor pediu uma resenha crítica é motivo clássico de nota baixa.
| Critério | Resumo | Resenha descritiva | Resenha crítica |
|---|---|---|---|
| Objetivo | Condensar os pontos relevantes do texto | Apresentar a obra e seu contexto | Apresentar e avaliar com argumentos |
| Tem opinião? | Não — imparcialidade total | Não — apenas descreve e situa | Sim — fundamentada em critérios |
| Extensão | 150–500 palavras (NBR 6028:2021) | Livre; costuma ser curta | Livre; em geral 2–4 páginas |
| Quem lê / onde aparece | Abertura de TCCs, artigos e anais | Catálogos, sinopses, divulgação | Disciplinas, revistas e jornais acadêmicos |
E se você ainda está na fase de leitura, registrando citações e ideias antes de escrever? Essa etapa anterior tem nome e norma próprias: é o fichamento. Veja como fazer um fichamento nas normas ABNT para organizar as anotações que vão alimentar a sua resenha.
Identificação, resumo e análise — nessa ordem. É a espinha dorsal de qualquer resenha acadêmica, de qualquer área.
A resenha abre com a referência completa da obra nas normas ABNT (NBR 6023) — autor, título, edição, cidade, editora e ano —, antes de qualquer parágrafo seu. Logo em seguida, apresente em duas a quatro linhas as credenciais do autor: formação, área de atuação e por que ele tem autoridade para escrever sobre o tema. Isso situa o leitor e mostra que você pesquisou além da obra.
Livro
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1974.
Artigo
SOBRENOME, Prenome. Título do artigo: subtítulo. Nome da Revista, Cidade, v. 15, n. 2, p. 33-51, 2024.
Filme
CENTRAL do Brasil. Direção: Walter Salles. Rio de Janeiro: Videofilmes, 1998. 1 filme (113 min).
Não quer montar a referência à mão? Use o gerador de referências ABNT e gere a referência da obra pelo ISBN, DOI ou URL em segundos.
Aqui você responde: sobre o que é a obra e como ela se organiza? Contextualize o momento em que foi produzida, explicite o objetivo do autor, mostre como os capítulos (ou seções, ou atos) se encadeiam e reconstrua os principais argumentos. Esta é a parte descritiva e imparcial da resenha: nada de opinião ainda. Um leitor que nunca teve contato com a obra precisa sair deste bloco sabendo exatamente o que ela defende — e sem saber, por enquanto, o que você achou dela. Na prática, o resumo ocupa entre um terço e metade da resenha.
É a parte que dá nome ao gênero — e onde a maioria das resenhas perde pontos por ficar rasa. Avalie os pontos fortes e as limitações da obra: o argumento é consistente do início ao fim? A metodologia é adequada ao que o autor promete? O texto dialoga com a bibliografia da área? Qual a relevância da obra para o campo hoje? Cada juízo precisa vir acompanhado de justificativa — “o capítulo 3 é fraco” não é crítica, é impressão; “o capítulo 3 generaliza a partir de uma amostra de apenas oito casos” é crítica. Feche indicando se recomenda ou não a obra, e para qual público: iniciantes, pesquisadores da área, profissionais de campo.
Essas três partes são exatamente os três capítulos que o editor da Kodem cria para você quando você escolhe o tipo “Resenha Crítica”: Identificação da obra, Resumo da obra e Análise crítica. É só preencher cada um com o seu texto.
Montar minha resenha grátisDo primeiro contato com a obra até o texto final, sem pular etapas.
Não existe resenha honesta de leitura pela metade. Leia com lápis na mão: marque as teses centrais, os trechos que sustentam cada argumento e as passagens com que você discorda. Anote a página de cada marcação — você vai precisar dela nas citações. Se preferir um método estruturado, registre tudo em um fichamento antes de escrever.
Formação, filiação institucional, outras obras, correntes teóricas a que se vincula. Duas linhas de credenciais bem pesquisadas dão contexto à análise: criticar um manual introdutório por não se aprofundar é injusto; criticar uma tese por ignorar a bibliografia recente é pertinente.
Escreva a referência completa conforme a NBR 6023 e posicione-a na abertura do texto. É o primeiro item que o corretor confere — e o mais fácil de acertar quando você gera a referência automaticamente a partir do ISBN.
Reconstrua o percurso da obra: objetivo, organização dos capítulos, argumentos centrais e conclusão do autor. Teste de qualidade: se o próprio autor lesse o seu resumo, ele o reconheceria como fiel? Se a resposta for “mais ou menos”, reescreva antes de seguir.
Agora sim, posicione-se: consistência do argumento, adequação da metodologia, qualidade da escrita, relevância para a área. Fundamente cada juízo com exemplos e páginas. Termine dizendo a quem a obra serve — e a quem não serve. Essa recomendação final é o que transforma a resenha em um texto útil para outros leitores.
A apresentação gráfica segue as mesmas regras dos demais trabalhos acadêmicos.
O conteúdo da resenha é regido pela NBR 6028:2021, mas a apresentação visual segue a NBR 14724 — a mesma norma do TCC. Este é o checklist que o corretor aplica na sua página:
Quanto à extensão, a praxe acadêmica é de 2 a 4 páginas, em texto corrido de 6 a 10 parágrafos — sem subtítulos internos, a não ser que o professor peça. Se ajustar margem, recuo e espaçamento no Word não é o seu passatempo favorito, a formatação ABNT automática da Kodem aplica todos os itens desse checklist no seu texto enquanto você escreve.
Uma resenha acadêmica real, escrita para esta página, com cada parte da estrutura sinalizada. Use-a como referência de tom e profundidade — não como texto para copiar.
Ler o mundo antes de ler a palavra: uma resenha de Pedagogia do oprimido
↑ Título próprio da resenha (opcional), diferente do título da obra
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1974. 218 p.
↑ Identificação da obra: referência completa na NBR 6023, antes do texto
Paulo Freire (1921–1997) foi um educador e filósofo pernambucano, criador do método de alfabetização de adultos que leva seu nome e, desde 2012, patrono da educação brasileira. Escreveu Pedagogia do oprimido no exílio, após o golpe de 1964, e a obra se tornou um dos livros brasileiros mais citados no mundo acadêmico — traduzida para dezenas de idiomas e presente em cursos de formação de professores de vários continentes.
↑ Credenciais do autor: situam quem escreve e por que a obra importa
O livro se organiza em quatro capítulos que caminham do diagnóstico à proposta. No primeiro, Freire apresenta a contradição entre opressores e oprimidos e sustenta a tese que atravessa toda a obra: a libertação não pode ser doada — precisa ser conquistada pelos próprios oprimidos, que correm o risco de “hospedar” o opressor dentro de si e reproduzir a dominação que sofreram. É daí que vem a justificativa do título: uma pedagogia do oprimido, e não para o oprimido, construída com ele enquanto sujeito.
No segundo capítulo está a crítica mais conhecida do autor: a “concepção bancária” da educação, na qual o professor deposita conteúdos em alunos tratados como recipientes vazios. A ela Freire contrapõe a educação problematizadora, em que educador e educando aprendem em diálogo diante de problemas reais. O terceiro capítulo desenvolve a noção de temas geradores — situações extraídas da vida concreta dos estudantes que servem de ponto de partida para o conteúdo —, e o quarto contrasta a ação antidialógica, que conquista, divide e manipula, com a ação dialógica, que colabora, organiza e produz síntese cultural.
↑ Resumo da obra: descreve organização e argumentos, ainda sem opinar
O maior mérito da obra é a coerência entre o que defende e o modo como argumenta: Freire não entrega um método fechado; convida o leitor a pensar com ele — exatamente o que propõe para a sala de aula. Conceitos como conscientização, diálogo e educação bancária permanecem operantes meio século depois, sustentando políticas públicas de educação de jovens e adultos e boa parte da pesquisa em didática no Brasil. Num país que ainda convive com o analfabetismo funcional, a atualidade do diagnóstico é difícil de contestar.
↑ Aqui começa a análise crítica: primeiro os pontos fortes, com justificativa
Há, porém, limitações que o leitor de hoje precisa considerar. O vocabulário, apoiado na fenomenologia e no marxismo dos anos 1960, é denso: termos como “práxis”, “inédito viável” e “aderência ao opressor” exigem leitura lenta e, de preferência, orientada. Além disso, o livro oferece poucos exemplos operacionais — quem procura um passo a passo aplicável à sala de aula não o encontrará aqui, e fará bem em complementar a leitura com Pedagogia da autonomia (1996), em que o autor retoma as mesmas ideias em linguagem mais direta.
↑ Limitações apontadas com a mesma seriedade — crítica não é elogio nem ataque
Ainda assim, trata-se de leitura indispensável para estudantes de pedagogia, licenciaturas e ciências sociais, e proveitosa para qualquer pesquisador interessado em desigualdade educacional. Recomenda-se a obra como porta de entrada ao pensamento freiriano — de preferência em leitura acompanhada de discussão orientada —, menos pelas respostas que oferece e mais pelas perguntas que obriga cada leitor a fazer sobre a própria prática. Para quem aceita esse convite, a recompensa é um vocabulário conceitual que segue rendendo pesquisas, debates e boas resenhas meio século depois.
↑ Fechamento: recomendação clara e indicação de público
O editor abre com os três capítulos da estrutura prontos para receber o seu texto.
Aqui, “modelo pronto” significa estrutura pronta — nunca texto pronto. Ao abrir o editor da Kodem no tipo “Resenha Crítica”, você encontra os três capítulos já criados (Identificação da obra, Resumo da obra e Análise crítica), com margens, fonte, espaçamento e recuos da ABNT aplicados automaticamente. O conteúdo é seu: você lê a obra, escreve a sua análise e vê o documento tomar forma nas normas em tempo real, direto no navegador, sem instalar nada e sem cadastro para começar.
A referência de abertura você gera pelo ISBN no gerador de referências ABNT e cola no primeiro capítulo. Montar, formatar e revisar é grátis, quantas vezes quiser; você só paga R$ 5 se decidir baixar o arquivo final em Word (.docx) — sem assinatura e sem mensalidade.
A estrutura em 3 partes é sempre a mesma. O que muda é a referência de abertura — e o foco da análise.
O caso clássico. A análise costuma se concentrar na tese central, no encadeamento dos capítulos e no diálogo com a bibliografia da área.
Além do argumento, avalie a metodologia: a amostra sustenta as conclusões? Os resultados respondem à pergunta de pesquisa? A discussão considera as limitações?
A referência entra pelo título, com direção, produtora, ano e duração. A análise pode considerar roteiro, direção, fotografia e montagem — sempre a serviço de um argumento, não de uma lista de impressões.
Segue o padrão do filme. Aqui vale avaliar também o recorte do tema, a escolha das fontes e entrevistados e o equilíbrio entre pontos de vista.
Você só paga quando a resenha já estiver pronta e do seu jeito.
R$ 0
R$ 5 / documento
Na prática acadêmica, entre 2 e 4 páginas — o suficiente para identificar a obra, resumi-la e avaliá-la com argumentos. A NBR 6028:2021 não impõe limite de extensão para resenhas: os limites de palavras da norma valem apenas para resumos. Quem define o tamanho exato é o professor ou a revista que vai receber o texto.
Por padrão, não. A resenha é um texto corrido que começa pela referência completa da obra resenhada, sem capa nem folha de rosto. Se o professor exigir a entrega como trabalho acadêmico completo, aí sim você adiciona capa conforme a NBR 14724 — no editor da Kodem basta ativar a seção de capa.
Sim — a avaliação é a essência do gênero. O que diferencia uma resenha acadêmica de um comentário de internet é que toda opinião precisa vir fundamentada em argumentos, trechos da obra e critérios claros. Em contexto acadêmico, prefira a linguagem impessoal: em vez de “eu gostei”, escreva “a obra se destaca por”.
Pela NBR 6028:2021, o resumo é a apresentação concisa dos pontos relevantes de um documento — descreve com imparcialidade, sem julgar. A resenha é a análise do conteúdo de um documento, objeto, fato ou evento: ela descreve e também avalia. Em suma, todo texto que resume e opina é uma resenha, não um resumo.
A referência completa da obra nas normas ABNT (NBR 6023), antes de qualquer parágrafo do seu texto. É a identificação da obra: autor, título, edição, cidade, editora e ano. Só depois vêm as credenciais do autor, o resumo e a análise crítica.
Sim. Você pode dar à resenha um título criativo, diferente do título da obra resenhada — é inclusive um recurso valorizado em revistas acadêmicas. O título próprio vem no topo, seguido da referência completa da obra.
Sim, sempre que você citar outros autores para embasar a crítica — por exemplo, ao comparar a obra resenhada com outro estudo. Nesse caso, as citações seguem a NBR 10520 e a lista final segue a NBR 6023. Se a única obra citada for a resenhada, a referência de abertura já cumpre esse papel.
Sim. A estrutura em três partes — identificação, resumo e análise crítica — é a mesma para livro, artigo, filme ou documentário. O que muda é a referência de abertura: para filmes, ela traz título, direção, produtora, ano e duração, conforme a NBR 6023.
Não. O Kodem é uma ferramenta de formatação ABNT. Você lê a obra e escreve a sua própria análise; a plataforma estrutura os capítulos e aplica as normas — referência, citações, margens e recuos. Não escrevemos nem vendemos trabalhos acadêmicos: apenas formatamos o seu.
Montar e formatar a resenha é 100% grátis, sem cadastro para começar. Você só paga R$ 5 se decidir baixar o arquivo final em Word (.docx) — pagamento avulso, sem assinatura e sem mensalidade.
Abra o modelo com os 3 capítulos da estrutura, escreva a sua análise e veja tudo formatado nas normas ABNT. Grátis para montar e formatar — R$ 5 só para baixar o .docx.
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