Atualizado para a NBR 15287:2025

Projeto de pesquisa nas normas ABNT: guia completo da NBR 15287:2025

A norma do projeto de pesquisa mudou em 2025 — e a maioria dos modelos que circulam por aí ainda segue a versão de 2011. Neste guia você encontra a estrutura exigida elemento por elemento, exemplos redigidos de problema, objetivos, justificativa e cronograma, e um editor com a estrutura pronta para preencher com o seu texto.

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NBR 15287:2025 (3ª edição)Estrutura pronta para preencherPreview A4 em tempo real
NBR 15287
Folha de rosto · Sumário · Cronograma

(GIL, 2022, p. 41)

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2022.

7

O que é um projeto de pesquisa (e para que serve)

Projeto de pesquisa é o documento que planeja uma investigação científica antes de ela começar: define o que será pesquisado (tema, problema e hipóteses), por que a pesquisa importa (justificativa e objetivos), como ela será conduzida (metodologia) e quando cada etapa vai acontecer (cronograma), seguindo a estrutura da NBR 15287:2025.

Na prática, o projeto é o contrato entre você, o orientador e a instituição. É ele que passa pela banca de qualificação, pelo comitê de ética, pela seleção de mestrado ou pelo edital de fomento — antes de qualquer dado ser coletado. TCC, dissertação e tese normalmente só começam depois que o projeto foi aprovado.

Ele também é o seu seguro contra retrabalho. Quem parte para a coleta sem um plano fechado costuma descobrir tarde demais que a amostra não responde ao problema, que o cronograma não cabe no semestre ou que o instrumento escolhido não mede o que precisava medir. Um projeto bem amarrado — problema, objetivos e metodologia conversando entre si — economiza meses de pesquisa e evita a temida devolutiva "refaça a partir dos objetivos".

NBR 15287:2025: o que a norma exige (e o que mudou desde 2011)

A NBR 15287 é a norma da ABNT que padroniza a apresentação de projetos de pesquisa. A versão vigente é a NBR 15287:2025, 3ª edição, publicada em 18 de março de 2025 — ela substituiu a edição de 2011 depois de 14 anos. A norma organiza o projeto em quatro blocos: parte externa, elementos pré-textuais, elementos textuais e elementos pós-textuais, e deixa claro o que é obrigatório e o que é opcional em cada um.

Tabela: elementos obrigatórios e opcionais na NBR 15287:2025

Use a tabela abaixo como raio-x do seu projeto. Se um elemento obrigatório estiver faltando, o documento está fora da norma — não importa o quanto o conteúdo esteja bom.

Parte do projetoElementoStatus na norma
Parte externaCapaOpcional
Parte externaLombadaOpcional
Pré-textuaisFolha de rostoObrigatória
Pré-textuais Listas de ilustrações, tabelas, abreviaturas e símbolos Opcionais
Pré-textuaisSumárioObrigatório
Textuais Introdução: tema, delimitação, problema, hipóteses (quando couber), objetivos e justificativa Obrigatória
TextuaisReferencial teóricoObrigatório
TextuaisMetodologiaObrigatória
TextuaisCronogramaObrigatório
TextuaisRecursos e orçamentoQuando exigido
Pós-textuaisReferênciasObrigatórias
Pós-textuaisGlossário, apêndices, anexos e índiceOpcionais

Em resumo: o núcleo inegociável do projeto é enxuto — folha de rosto, sumário, os quatro blocos textuais (introdução completa, referencial teórico, metodologia e cronograma) e as referências. Todo o resto é opcional ou condicional. A introdução, aliás, pode ser desdobrada em seções próprias — problema, hipóteses, objetivos e justificativa como títulos independentes —, o que costuma deixar o projeto mais fácil de avaliar.

O que mudou de 2011 para 2025

1

Capa explicitamente opcional

A edição de 2025 deixa claro que a capa é elemento opcional do projeto. Quem manda, na prática, é o manual da sua instituição — mas a norma não a exige mais.

2

Dados curriculares em página própria

Quando exigidos, os dados curriculares do autor deixam de disputar espaço na folha de rosto e passam a ocupar uma página dedicada, logo após ela.

3

Alinhamento com as normas novas

A NBR 15287:2025 conversa com a NBR 14724:2024 (trabalhos acadêmicos) e a NBR 10520:2023 (citações). O conjunto todo foi renovado entre 2023 e 2025.

Sua universidade ainda distribui um modelo de 2011? É mais comum do que parece: como a norma ficou 14 anos sem revisão, boa parte dos manuais internos, apostilas de metodologia e templates .docx que circulam por e-mail nunca foi atualizada. Nenhuma dessas mudanças altera o coração do projeto — problema, objetivos e metodologia continuam sendo o que decide a aprovação —, mas citar "NBR 15287:2011" na primeira página, ou seguir uma folha de rosto no formato antigo, sinaliza desatualização antes mesmo de o avaliador ler o seu problema de pesquisa. O editor da Kodem já aplica a estrutura da edição de 2025.

Estrutura do projeto de pesquisa: elemento por elemento

Abaixo, cada elemento da NBR 15287:2025 explicado com exemplos redigidos em três áreas diferentes — saúde, direito e educação — para você ver como as mesmas regras se adaptam a qualquer tema. Um fio conduz tudo: problema, objetivos e metodologia precisam se encaixar como engrenagens.

Capa e folha de rosto: o que vai em cada uma

A capa — opcional na edição de 2025 — traz nome da instituição, nome do autor, título e subtítulo do projeto, local (cidade) e ano de entrega. Já a folha de rosto é obrigatória e acrescenta o dado que define o documento: a natureza do projeto e a entidade a que ele será submetido. Algo como "Projeto de pesquisa apresentado à disciplina de Metodologia Científica do curso de Enfermagem da Universidade X, como requisito para elaboração do TCC", além do nome do orientador, quando já houver um. Se a instituição pedir dados curriculares do autor, eles entram em página própria após a folha de rosto — nova regra da NBR 15287:2025.

Sumário

O sumário é obrigatório e segue a NBR 6027:2012: lista as seções do projeto na ordem em que aparecem, com os mesmos títulos e a página inicial de cada uma. Só entram no sumário os elementos que vêm depois dele — folha de rosto e listas ficam de fora. O erro mais comum é banal: renumerar seções na revisão final e esquecer de atualizar o sumário. No editor da Kodem, o sumário é gerado a partir dos títulos reais dos capítulos, então ele nunca desalinha do texto.

Introdução: tema, delimitação, problema e hipótese

A introdução funciona como um funil. Começa no tema (o assunto amplo), passa pela delimitação (o recorte de tempo, lugar e população que torna a pesquisa viável), chega ao problema — formulado como pergunta clara e respondível — e, quando couber, à hipótese, que é a resposta provisória que a pesquisa vai testar. Veja o funil montado em um exemplo da área da saúde:

Tema: o sono do recém-nascido.

Delimitação: recém-nascidos a termo, nos seis primeiros meses de vida, acompanhados em maternidades públicas de Recife.

Problema: De que forma os tipos de parto influenciam a qualidade do sono do recém-nascido nos primeiros seis meses de vida?

Hipótese: recém-nascidos de parto vaginal apresentam consolidação do sono mais precoce do que os nascidos de cesariana eletiva.

Repare que o problema não é um tema disfarçado ("estudar o sono dos bebês"), e sim uma pergunta que os dados podem responder. Se a sua pergunta não puder ser respondida com os instrumentos e o prazo de que você dispõe, o problema ainda precisa de recorte.

Justificativa

A justificativa responde "por que essa pesquisa merece ser feita?" em duas frentes: relevância científica (que lacuna da literatura ela preenche) e relevância social (quem se beneficia dos resultados). Não repita os objetivos com outras palavras — argumente. Um parágrafo-exemplo da área do direito:

A adequação de micro e pequenas empresas à Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018) permanece pouco estudada: a produção acadêmica concentra-se nas grandes corporações, embora os pequenos negócios respondam por parcela expressiva dos empregos no país e estejam sujeitos a sanções administrativas com o mesmo rigor. Compreender as barreiras de conformidade enfrentadas por essas empresas pode orientar políticas públicas de apoio, subsidiar a atuação da autoridade de proteção de dados e reduzir a insegurança jurídica de milhões de empreendedores — o que confere à pesquisa relevância científica, social e econômica.

Objetivos geral e específicos

Todo objetivo começa com verbo no infinitivo. O objetivo geral responde diretamente ao problema e costuma usar verbos amplos — analisar, compreender, avaliar. Os específicos (de três a cinco) são os passos concretos para alcançá-lo, com verbos operacionais — identificar, descrever, comparar, mapear. Exemplo completo da área da educação, derivado do problema:

Problema: que efeitos o uso de metodologias ativas produz no engajamento de alunos do 9º ano do ensino fundamental em escolas públicas?

Objetivo geral: analisar os efeitos do uso de metodologias ativas sobre o engajamento de alunos do 9º ano do ensino fundamental em escolas públicas de Belo Horizonte.

Objetivos específicos:

  • identificar as metodologias ativas adotadas pelos professores nas turmas investigadas;
  • descrever os níveis de engajamento comportamental, emocional e cognitivo dos alunos antes e depois da adoção dessas práticas;
  • comparar o engajamento entre turmas que utilizam metodologias ativas e turmas em ensino exclusivamente expositivo.

O teste de qualidade é simples: se você cumprir os três específicos, o geral está cumprido? Se a resposta for não, falta um passo — ou sobra um que não pertence a esta pesquisa.

Referencial teórico

O referencial teórico apresenta os autores e conceitos que sustentam a pesquisa — não é um resumo de tudo o que existe sobre o tema, e sim um recorte comentado do que dialoga com o seu problema. Organize por conceitos, não por autores: em vez de "Fulano diz X, Beltrano diz Y", mostre como as fontes concordam, divergem e deixam a lacuna que a sua pergunta ocupa. Todas as citações seguem a NBR 10520:2023, no sistema autor-data: citações indiretas com (AUTOR, ano) e citações diretas com página — e, quando passam de três linhas, ganham bloco próprio com recuo de 4 cm e fonte menor.

Metodologia

A metodologia descreve, no futuro, como a pesquisa será executada: o tipo de pesquisa (exploratória, descritiva ou explicativa), a abordagem (qualitativa, quantitativa ou mista), o universo e a amostra, os instrumentos de coleta e o procedimento de análise. Pesquisas com seres humanos devem indicar a submissão ao comitê de ética. Um parágrafo-exemplo, na mesma pesquisa de educação:

Trata-se de pesquisa descritiva, de abordagem mista. O universo será composto pelas doze turmas de 9º ano de três escolas públicas de Belo Horizonte, das quais serão selecionadas seis por amostragem intencional: três com metodologias ativas consolidadas e três em ensino exclusivamente expositivo. Os dados serão coletados por meio de questionário validado de engajamento escolar, observação estruturada em sala de aula e entrevistas semiestruturadas com os professores, e serão analisados por estatística descritiva e análise de conteúdo temática.

Note a correspondência: cada objetivo específico do exemplo anterior tem um instrumento que o atende — o questionário mede engajamento, a observação registra as práticas, a comparação entre turmas sai do desenho amostral. Metodologia que não devolve os objetivos é o defeito mais apontado por bancas.

Cronograma

O cronograma é elemento obrigatório e mostra quando cada etapa acontecerá. O formato consagrado é uma tabela com as etapas nas linhas e os meses nas colunas. Dois conselhos de quem avalia projetos: a revisão de literatura atravessa quase todo o percurso (ela não "termina" no primeiro mês) e a última etapa merece folga — entregar em cima do prazo é o plano, não a exceção. Um exemplo realista de seis meses:

EtapaMar.Abr.Mai.Jun.Jul.Ago.
Revisão de literatura
Elaboração dos instrumentos de coleta
Coleta de dados
Análise dos dados
Redação do texto final
Revisão e entrega

Orçamento (quando o edital ou o financiamento exigir)

Recursos e orçamento são elementos condicionais: entram apenas quando há financiamento envolvido ou quando o edital pede. Nesses casos, organize os custos em três grupos — recursos humanos (bolsas, transcrição), materiais (impressões, equipamentos, deslocamento) e serviços de terceiros (licenças de software de análise, tradução) — com valores estimados e fonte de custeio. Projeto de disciplina sem fomento normalmente dispensa esta seção.

Referências

As referências são obrigatórias e listam todas as obras citadas no projeto — e somente elas —, formatadas conforme a NBR 6023:2018: ordem alfabética, alinhamento à esquerda, espaçamento simples e uma linha em branco entre as entradas. Cada citação do texto precisa de uma entrada correspondente na lista, e vice-versa. Para montar cada entrada sem decorar regra de pontuação, use o gerador de referências ABNT gratuito da Kodem — ele cobre livro, artigo, site, legislação e mais uma dezena de tipos de fonte.

Regra de ouro: problema, objetivos e metodologia precisam conversar

É a primeira coisa que um avaliador experiente confere: o objetivo geral responde ao problema? Cada objetivo específico cabe dentro do problema? Cada objetivo específico tem um procedimento correspondente na metodologia? Essa amarração é exatamente o que se quebra quando o projeto é costurado a partir de modelos diferentes. Releia os três blocos em sequência antes de entregar — se alguma engrenagem não encaixar, o defeito está no projeto, não na leitura.

Formatação ABNT do projeto de pesquisa

A apresentação gráfica do projeto segue as regras gerais dos documentos acadêmicos ABNT, as mesmas da NBR 14724:2024. O resumo do que configurar antes de digitar a primeira linha:

ItemRegra ABNT
PapelA4 (21 cm × 29,7 cm)
Fonte Tamanho 12 no texto (Arial ou Times New Roman, conforme a instituição)
Espaçamento1,5 entre linhas no corpo do texto
Margens 3 cm (superior e esquerda) e 2 cm (inferior e direita)
Citações longas (mais de 3 linhas) Fonte 10, recuo de 4 cm da margem esquerda, espaçamento simples, sem aspas
Referências Espaçamento simples, alinhadas à esquerda, separadas por uma linha em branco
Paginação Algarismos arábicos no canto superior direito, exibidos a partir da parte textual

No editor da Kodem, nada disso precisa ser configurado à mão: margens, fonte, espaçamento, recuo de citação e numeração já vêm aplicados, e o preview A4 mostra o documento exatamente como ele sai no Word. Se quiser entender cada regra em detalhe, veja o guia completo de formatação ABNT.

Projeto de pesquisa, pré-projeto e TCC: qual a diferença?

Os três documentos fazem parte do mesmo percurso, mas cumprem papéis diferentes — e confundi-los custa nota. O pré-projeto propõe, o projeto planeja, o TCC apresenta o que foi feito. Uma pista infalível é o tempo verbal: pré-projeto e projeto se escrevem no futuro ("serão aplicados questionários"); o TCC, no passado e no presente ("foram aplicados"; "os dados indicam").

AspectoPré-projetoProjeto de pesquisaTCC
O que éEsboço inicial da ideia de pesquisaPlano detalhado e formalizado da pesquisaA pesquisa executada, analisada e redigida
Norma ABNTSem norma própria; adapta a NBR 15287NBR 15287:2025NBR 14724:2024
Tempo verbalFuturo ("pretende-se investigar")Futuro ("serão aplicados questionários")Passado e presente ("foram aplicados")
Quando aparece Seleção de orientador, disciplinas de metodologia Qualificação, comitê de ética, editais de fomento Fim do curso, com defesa perante banca
Extensão típica2 a 7 páginas7 a 20 páginas40 páginas ou mais

Se o que a sua disciplina pede é a versão enxuta, temos um guia próprio de pré-projeto de TCC, com a estrutura simplificada e os erros mais comuns dessa etapa.

Estrutura pronta para preencher

Modelo de projeto de pesquisa pronto (.docx)

Aqui, "modelo pronto" significa estrutura pronta — o texto é seu, sempre. Ao abrir o editor no tipo "Projeto de pesquisa", os capítulos exigidos pela NBR 15287:2025 já vêm criados na ordem certa: Introdução, Justificativa, Objetivos, Referencial Teórico, Metodologia e Cronograma. Você preenche cada um com o seu conteúdo, e a plataforma cuida da folha de rosto, do sumário automático, das citações, das referências e da numeração de páginas, com o preview A4 atualizando ao vivo.

É a alternativa ao modelo morto: aqueles .docx de universidade que quebram o sumário e as margens na primeira edição — e que, em boa parte dos casos, ainda seguem a norma de 2011. Em vez de baixar um arquivo para consertar, você monta o projeto num editor que já nasce na edição de 2025 e exporta o Word no final.

  • Capítulos da NBR 15287:2025 pré-criados na ordem da norma
  • Folha de rosto, sumário, citações e referências aplicados automaticamente
  • Preview A4 em tempo real, idêntico ao arquivo final
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Checklist final antes de entregar ao orientador

Doze verificações que resolvem, sozinhas, a maioria das devolutivas. Passe por elas com o projeto aberto ao lado — cada "não" é um ajuste a fazer antes de enviar.

1

O problema está formulado como uma pergunta clara, delimitada e respondível?

2

O objetivo geral responde diretamente ao problema de pesquisa?

3

Todos os objetivos específicos começam com verbo no infinitivo e cabem dentro do problema?

4

A justificativa demonstra relevância científica e social, sem repetir os objetivos?

5

O referencial teórico cita os autores centrais do tema, com citações na NBR 10520:2023?

6

A metodologia define tipo de pesquisa, abordagem, amostra, instrumentos e análise?

7

Cada objetivo específico tem um procedimento correspondente na metodologia?

8

O cronograma cobre todas as etapas, é realista e deixa folga antes da entrega?

9

As referências seguem a NBR 6023:2018 e batem, uma a uma, com as citações do texto?

10

O sumário reflete exatamente os títulos e as páginas das seções do projeto?

11

A folha de rosto traz autor, título, tipo de projeto, instituição de submissão, local e ano?

12

A formatação segue A4, fonte 12, espaçamento 1,5 e margens 3-3-2-2, com o texto no futuro?

Perguntas frequentes

O que é obrigatório em um projeto de pesquisa pela NBR 15287?

São obrigatórios a folha de rosto, o sumário, os elementos textuais — introdução com tema, problema, objetivos e justificativa; referencial teórico; metodologia; cronograma — e as referências. Capa, listas, glossário, apêndices, anexos e índice são opcionais. Recursos e orçamento só entram quando o edital ou o financiamento exigem.

Qual é a versão vigente da NBR 15287?

A versão vigente é a NBR 15287:2025, 3ª edição, publicada em 18 de março de 2025. Ela substituiu a edição de 2011, que ficou 14 anos em vigor, e alinhou o projeto de pesquisa às normas mais recentes do conjunto ABNT, como a NBR 14724:2024 (trabalhos acadêmicos) e a NBR 10520:2023 (citações).

Quantas páginas tem um projeto de pesquisa?

A ABNT não define número de páginas. Na prática, projetos de graduação e de pós-graduação costumam ter entre 7 e 20 páginas, mas muitos editais e programas estabelecem limite próprio. Confira sempre o edital ou o manual da sua instituição antes de fechar o texto.

Projeto de pesquisa precisa de resumo?

Não. A NBR 15287 não prevê resumo entre os elementos do projeto — resumo é exigência do trabalho final, regulado pela NBR 14724:2024. Alguns editais pedem resumo como exceção; nesse caso, a regra do edital prevalece sobre a praxe da norma.

Qual a diferença entre projeto de pesquisa, pré-projeto e TCC?

O pré-projeto é um esboço inicial da ideia; o projeto de pesquisa é o plano detalhado nos moldes da NBR 15287:2025; e o TCC é a pesquisa executada e redigida conforme a NBR 14724:2024. Em resumo: o pré-projeto propõe, o projeto planeja e o TCC apresenta resultados.

O que vai na metodologia do projeto de pesquisa?

A metodologia descreve o tipo de pesquisa (exploratória, descritiva ou explicativa), a abordagem (qualitativa, quantitativa ou mista), o universo e a amostra, os instrumentos de coleta — questionário, entrevista, observação, análise documental — e o procedimento de análise dos dados. Se a pesquisa envolver seres humanos, indique também a submissão ao comitê de ética.

Como fazer o cronograma do projeto de pesquisa?

Monte uma tabela com as etapas nas linhas (revisão de literatura, coleta, análise, redação, revisão, entrega) e os meses nas colunas, marcando o período de cada atividade. O cronograma é elemento obrigatório da NBR 15287:2025 e precisa ser realista: deixe folga antes da entrega e lembre que a revisão de literatura atravessa quase todo o percurso.

Projeto de pesquisa tem capa?

Pela NBR 15287:2025, a capa é opcional — a mudança ficou explícita na edição de 2025. Já a folha de rosto é obrigatória e concentra autor, título, tipo de projeto, instituição de submissão, local e ano. Se a sua universidade exigir capa no manual interno, essa exigência prevalece.

Projeto de pesquisa precisa de orçamento?

Só quando há financiamento envolvido ou quando o edital exige. Nesse caso, recursos humanos, materiais e serviços de terceiros entram no projeto com os respectivos custos. Em projetos de disciplina e de TCC sem fomento, o orçamento normalmente é dispensado.

Vocês escrevem o projeto de pesquisa para mim?

Não. O Kodem é uma ferramenta de formatação ABNT: a pesquisa e o texto são seus. A plataforma estrutura os capítulos do projeto, aplica a NBR 15287:2025 — folha de rosto, sumário, citações, referências e numeração — e entrega o .docx formatado. Não escrevemos nem vendemos trabalhos acadêmicos: apenas organizamos e formatamos o seu.

Comece seu projeto de pesquisa na norma certa

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